sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Rapidinha

Aquela velha desculpa de sempre: o tempo, claro. De qualquer forma, são três notas que vi na quarta-feira no jornal e que, para mim, deveriam ser as manchetes principais.

1. Secretaria do Desenvolvimento Econômico abre processo contra o "litrão" da Ambev. Segundo a Abrabe - Associação Brasileira de Bebidas, o litrão impõe custos ilegítimos à concorrência.
2. Índia compra 8% da produção total de ouro do mundo no ano passado.
3. Comissão do senado aprova projeto que permite que pessoas de baixa renda possam fazer financiamento imobiliário mesmo tendo o nome sujo.


Meus comentários:

1) Essa ação conta a Ambev é tão ridicula, tão chororô de empresário incompetente que usa o estado para se dar bem, que nem dá para comentar. O litrão de cerveja existe em todos os outros países do mundo e ninguém morreu ou faliu por isso (exceto os incompetentes). Só aqui no Brasil o empresariado é incompetente ao ponto de reclamar da embalagem do concorrente. Sim, porque é mais cômodo pedir que o Estado diminua a competitividade de uma das maiores empresas do país, que emprega milhões de pessoas, do que tentar melhorar seu produto.

2) Os indianos é que não nasceram ontem. Já perceberam que o dólar vai miar e estão investindo ainda mais no metal (a Índia é o país que mais consome ouro no planeta). Perceberam que papel moeda que é impresso como se fosse água salgada no mar não vale absolutamente nada. Será que eles aprenderam com o Peter Schiff?

3) Eu gostaria realmente se os nobres senadores - que, provavelmente, devem ser genios em economia - já ouviram falar em uma tal de crise mundial que acabou com a economia americana e do resto do mundo graças à concessão de empréstimos para mau pagadores de classe média baixa nos Estados Unidos.

Alguém acorda essa turminha ai e traga-nos de volta pra vida real?

2 comentários:

retira disse...

Núbia, concordo plenamente com vocë.
Quanto ä cerveja, vide a Kilmes argentina de um litro, deu muitio certo. É na medida ideal para ser ingerida em mais de duas pessoas. Quanto ao financiamento, a concessáo de crédito tem quer critérios e um deles é a capacidade de mutuar, que evindentemente aquele que está com o nome sujo náo tem. Será que essesmilionários senadores poriam a grana deles no fogo, em favor desses já inadimplentes? Dúvido muito

MH Barbosa disse...

Triplamente perfeita Núbia!