quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Que fiquem por lá

A foto acima foi retirada do Blog do Noblat. O MST invadiu Paris (sim, a capital da França) para comemorar (?) seus 25 anos de existência.

Ao ver essa foto, eu só consigo pensar em uma coisa: já que os franceses adoram todo esse lixo terceiro mundista como MST, Hugo Chávez, socialismo do século XXI, Teologia da Libertação e outras modalidades de crimes cometidos sob a bandeira do social que só proliferam por aqui, eu acho que eles deveriam ficar com o MST pra eles de uma vez.

Do fundo do meu coração, eu topo financiar passagens só de ida para o Stédille e sua facção irem TODOS para a França procurarem latifundios por lá para erguerem barracas, roubar, depredar e matar.

Mas, com um senão: jamais pisar no Brasil de novo.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Sabias palavras

Do Blog do Fiúza

Você já viu esse filme. No que a eleição se aproxima, Lula, o filho do Brasil, começa a falar de fome. Vai dando nele um apetite danado.

O presidente brasileiro foi à FAO cuidar da sua imagem de bibelô internacional da miséria. Disse que foi retirante e que, quando chegou ao poder, encheu a barriga dos famintos com seus programas sociais. O mundo adora acreditar nessas fábulas.

Lula não matou a fome de um único brasileiro com seus programas sociais. Não há notícia de um só beneficiário do bolsa família que tenha deixado de passar fome por causa da mesada governamental. Não há indigentes com filhos matriculados e assíduos nas escolas.

Por que, nessas horas, Lula nunca fala do Fome Zero? Porque sabe que sua mágica populista era puro ilusionismo. Depois do vexame de inflar os números da desnutrição no Brasil, o presidente entendeu que o que encheu barriga dos brasileiros necessitados foi a política econômica – que ele herdou e da qual virou ortodoxo seguidor, embora insistisse na desonestidade intelectual da “herança maldita”.

Hoje, Ipea, FGV e demais instituições abduzidas pelo petismo espalham pencas de “estudos” sobre inclusão social, curiosamente sempre com corte temporal a partir de 2003. A vida melhorou com o presidente bonzinho, querem provar os acadêmicos de aluguel.

O que mais tirou gente da pobreza no Brasil nos últimos 15 anos (sim, o Brasil não começou há sete anos) foi uma coisa chamada política monetária – aquela que não sobe em palanque de Lula e do PT, primeiro governo da história a fazer oposição ao seu próprio Banco Central.

A esquerda gostava de acusar Pedro Malan de nunca ter recebido um pobre em seu gabinete. Esse nível de demagogia está intacto no discurso de Lula na FAO, acusando os governos de engordar o sistema financeiro e deixar o povo com fome. É aquele típico dilema entre ignorância e má fé.

Lula passou 20 anos dizendo que o país não pode pagar juro para banco enquanto houver gente faminta. Era a ética do calote. Conseguiu a proeza de abandoná-la no governo e mantê-la no discurso.

No auge da crise, chegou a dizer aos americanos que o Brasil podia dar aula de socorro aos bancos, porque já tinha feito isso com sucesso. Nesses tempos de copidesque da história (2003, ano zero), Lula quase vira o pai do Proer.

Com nova eleição no horizonte, fica cada vez mais claro que os famintos não precisam tanto de Lula quanto Lula precisa dos famintos.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Quando proibir é mais fácil

Da mesma maneira que defendemos a Ambev quando a empresa se torna alvo de alegações esdrúxulas da concorrência, somos obrigados a criticar a empresa quando esta toma medidas arbitrárias.

Não consegui ler o tema com detalhe, mas pelo vi no Meio & Mensagem, a empresa pretende, por meio da justiça, proibir a propaganda da Kaiser que mostra um teste cego onde a empresa compara sua cerveja com as marcas produzidas pela Ambev. Esse tipo de atitude é completamente reacionária e não leva em conta os prejuízos para a imagem da empresa que, com essa atitude mostra que não tem o menor respeito pela liberdade de expressão, inclusive na publicidade.

Adianto que não sei quais são as alegações da Ambev para tentar proibir o comercial, mas gostaria de lembrar algumas coisas que não estão claramento sendo consideradas pela empresa.

1) A propaganda é um fator de produção legítimo e deve ser explorado por todos;
2) Temos um regulador privado da propaganda no país, o Conar. Seria de bom tom a Ambev tentar consultar o órgão primeiro (se não o fez) antes de entrar na justiça;
3) A propaganda é a promoção do produto, um fator de produção que todos podem lançar mão para promover e defender sua marca (inclusive dos ataques da concorrência);
4) A propaganda influencia, mas não decide pelo consumidor. Este, na hora de adquirir um produto, tem seus próprios critérios que extrapolam os efeitos da publicidade (como preço, sabor, preferência, etc).

Esse tipo de ação só prolifera no Brasil porque a elite brasileira, embaladas nas ideias da esquerda, ainda considera que a massa (classes C, D e E) é totalmente manipulável. Esse é um pensamento anacrônico que foi amplamente defendido por inúmeros estudiosos da comunicação na primeira metade do século passado, mas que infelizmente ainda tem reflexos no dia de hoje. A lógica do pensamento é este: “eu tenho opinião, sei reclamar, mas você já pensou na sua faxineira, no seu porteiro? Eles compram tudo o que veem na TV”.

Infelizmente, no Brasil, ainda acredita-se de uma maneira geral que as classes menos favorecidas não têm opinião própria e são incapazes de escolher algo de forma consciente. É por isso que vemos uma multinacional se comportar de uma maneira lamentável, preferindo proibir a publicidade do concorrente do que responder a altura usando seu próprio staff publicitário para criar uma campanha diferenciada que venha a rebater a argumentação da concorrência.

Aqui, ainda temos outro aspecto: para a Ambev, também é mais barato proibir, graças ao nossos sistema judiciário e as nossas leis, do que gastar com publicidade. Logo, opta-se por aquilo que é mais barato e cômodo e assim mantêm-se o ciclo viciosos de tentar ganhar mercado acabando com a concorrência, em lugar de se buscar oferecer produtos com mais qualidade e menos preços.

Para finalizar, fica minha sugestão para a Ambev: desista da ação judicial e ataque o diferencial do seu concorrente. Se a Femsa diz que a Kaiser é tão boa quanto as cervejas da Ambev e custa menos, reduza o preço do produto. Ou mostre ao consumidor que o produto custa mais porque realmente é melhor/mais saboroso.

Ps. Ainda sobre o assunto, em breve escreverei sobre como as leis brasileiras estimulam a prática da concorrência predatória.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

PT, PSDB e o apagão

Quando acabou a luz na terça-feira passada, eu juro que não percebi. Estava no Da Rua, com o pessoal do IMB comemorando o fim do ciclo de lançamento do livro do Constantino, que o IMB publicou (e eu já sei de cór e salteado).

Particularmente, o apagão foi bem divertido para mim. Eu continuei tomando meu chopp e falando mal do governo junto com o pessoal do IMB e os meninos do Liber. Mas, obviamente, digamos que não é exatamente normal que metade do país fique sem energia. Nem agora, nem em 99, nem em 2001 e nem nunca. Essas coisas só acontecem porque o Estado é uma entidade que morreu mas não foi enterrada e, sabe-se lá Deus porque, continua-se a acreditar piamente que não só ele vive, como é o salvador da pátria.

Enfim, vamos analisar a apresentação circense que se seguiu ao apagão: 1) Um ministro de Minas e Energia que nunca deve ter visto uma turbina de hidrelétrica na vida; 2) Uma pré-candidata tentando se livrar de sua própria declaração dada 18 dias antes afirmando que não haveria um apagão no Brasil; 3) Um governo que tentou por a culpa nos raios; 4) Uma oposição que ficava tentando provar que o “apagão do Lula” era igual o “apagão do FHC”; 5) Um governo que tentava dizer que seu apagão era menos pior do que o apagão anterior.

Isso é ou não é digno de um circo de primeira grandeza?

Vamos aos fatos:
1) Houve um sério apagão no gverno tucano e outro no governo petista
2) Independente do presidente, a verdade é que o sistema elétrico brasileiro é ruim e vai parar mais cedo ou mais tarde. Teremos um caos elétrico tal qual o caos aéreo. Se você tem alguma dúvida, converse com a turma da associação de grandes consumidores de energia.
3) Raios não deixam meio país sem energia, a não ser que fosse um raio enviado pelo Chuck Norris. Ouviram, petistas e tucanos?
4) A Dilma Rousseff é tudo, menos uma ambientalista
5) O Edison Lobão é uma piada
6) O PSDB não tem a menor moral pra falar do Lula
7) Temos um problema sério de energia no país.

Como disse o Alon Feuerwerker no twitter, ninguém está preocupado em saber qual apagão foi pior, se o PT ou do PSDB. O que as pessoas querem é ter a certeza de que o sistema de fornecimento de energia do país é confiável. Pena que a discussão sobre o Apagão tenha passado muito longe disso porque, só pra variar, politizou-se o problema. Em lugar de políticos e imprensa perderem tempo discutindo quais as diferenças do apagão de agora para o de 1999, deveria-se perguntar: “qual é a solução para o problema?”.

Se você tiver tomado a pílula vermelha, vai concluir fácil que a única solução é a privatização completa do sistema elétrico do país e total abertura de mercado. É eu disse “total abertura do mercado” e não “sistema de concessões”. Por que isso?

Basicamente porque uma concessão é um monopólio privado. E um monopólio, seja ele estatal ou privado, sempre é ruim para o consumidor (o privado é menos ruim porque pelo menos não é sustentado por TODO mundo, mas continua sendo ruim do mesmo jeito). E a única maneira realmente eficiente de se acabar com um monopólio é acabando-se com toda e qualquer regulamentação do setor. Por isso é que a única saída para que não ocorra apagões de novo é abrir completamente o setor de energia e acabar com a Aneel.

Só dessa maneira poderemos começar a pensar em ter um sistema de energia totalmente confiável e, o mais importante: que esteja ao alcance do bolso de todos e que dê liberdade de escolha para o consumidor. E é por isso que eu digo que pouco importa quem manda, se é o PT ou PSDB. O problema não é o partido, mas o governo em si.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A dívida pública, a TR e a perda real de valor do FGTS

Nota: esse post foi originalmente publicado no Blog do Instituto Mises Brasil. Clique aqui e conheça.

De novo, o FGTS. Comentei a postura do presidente Lula, que usa o dinheiro de cada trabalhador em favor do atual governo (sim, porque construção de casas populares, que segundo o governo é a real razão de existir do FGTS, é uma medida populista).

Hoje, vamos falar sobre uma das principais manchetes do dia - a perda real de valor dos FGTS, que renderá 3,9% em 2009, abaixo da inflação do ano, que deve fechar em 4,27% segundo as previsões oficiais. O FGTS é reajustado pela TR, que teve seu cálculo modificado por conta das constantes quedas na SELIC (para entender o que é e como funciona a SELIC, clique aqui e aqui). Com a queda da TR mensal, o trabalhador que tem dinheiro no FGTS (como é o meu caso), perdeu dinheiro este ano, em lugar de ganhar (ou pelo menos empatar com o que tinha no ano anterior). Na ponta do lápis: Quem tinha R$ 1000,00 no FGTS ano passado terá R$ 1039,00 esse ano. Por outro lado, um produto que custava R$ 1000,00, custará R$ 1042,70 esse ano, se for corrigido conforme a inflação. Ou seja: os R$ 1000 que compravam o produto o ano passado, não o compra este ano, porque os rendimentos do fundo não repuseram as perdas com a inflação.

Vamos entender o porquê. A TR é uma taxa de juros calculada com base na taxa média mensal ponderada ajustada de 30 instituições selecionadas. Essa taxa foi criada no Plano Collor II para ser o principal referencial dos juros a serem aplicados no mês vigente, sem refletir a inflação do mês anterior. O cálculo da TR é constituído pelas 30 maiores instituições financeiras do país (considerando o volume de captação de Certificado e Recibo de Depósito Bancário - CDB/RDB). Esta taxa (TBF) recebe um redutor "R" objetivando extrair as parcelas referentes à taxa de juros real e à tributação incidente sobre o CDB/RDB. Assim, temos o valor da TR. Até março de 2007, o redutor da TR era de 0,32 para uma TBF projetada entre 13% e 12% ao ano, 0,28 para TBF de 12% e 11% ao ano e 0,24 para TBF de 11% ao ano.

Só que, com o Copom reduzindo constantemente o valor da SELIC, os fundos de investimentos convencionais, que são os maiores responsáveis por comprar títulos do governo (ou seja, financiar a dívida pública), passaram a render quase tanto quanto a poupança, que tem a vantagem de não receber a tributação do imposto de renda. Com isso, parte do fluxo de capitais migrou dos fundos para a poupança. E como esse movimento afeta diretamente às contas governamentais, era preciso fazer algo.

A atitude que mais causou gritaria e acabou sendo engavetada pelo governo foi a cobrança de imposto de renda sobre a poupança. Contudo, outra medida foi adotada sem causar tanto barulho assim: a mudança no cálculo da TR - que também é a responsável por fixar os juros desta aplicação.

Sendo assim, o Conselho Monetário Nacional determinou que o redutor da TR seria também de 0,32 para as duas menores faixas da TBF, reduzindo assim o rendimento da poupança. Para as faixas acima de 13%, os valores do redutor permanceram os mesmos. Resumindo: sempre que a TBF/TR ficar abaixo de 12%, a poupança renderá menos que antes, já que o redutor é maior.
Resumindo a história: para proteger o financiamento da dívida pública, o governo não apenas reduziu os rendimentos de quem tem dinheiro aplicado na caderneta de poupança como também, aplicou perdas reais aos trabalhadores que possuem dinheiro no FGTS - que, não custa lembrar, é um fundo compulsório, ou seja, você não tem opção de mudar de aplicação, só podendo retirar seu dinheiro da conta em caso de demissão. Outro efeito colateral da mudança no cálculo da TR foi "beneficiar" os mutuários do Sistema de Financiamento Habitacional, cujas dívidas são corrigidas pela TR e, por conseguinte, ficaram menores com a mudança no cálculo.

É isso mesmo: para proteger o financiamento estatal, o governo não só puniu os poupadores como acabou beneficiando devedores. Se isso não é abuso de poder, alguém poderia me explicar o que é?

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Rapidinha

Aquela velha desculpa de sempre: o tempo, claro. De qualquer forma, são três notas que vi na quarta-feira no jornal e que, para mim, deveriam ser as manchetes principais.

1. Secretaria do Desenvolvimento Econômico abre processo contra o "litrão" da Ambev. Segundo a Abrabe - Associação Brasileira de Bebidas, o litrão impõe custos ilegítimos à concorrência.
2. Índia compra 8% da produção total de ouro do mundo no ano passado.
3. Comissão do senado aprova projeto que permite que pessoas de baixa renda possam fazer financiamento imobiliário mesmo tendo o nome sujo.


Meus comentários:

1) Essa ação conta a Ambev é tão ridicula, tão chororô de empresário incompetente que usa o estado para se dar bem, que nem dá para comentar. O litrão de cerveja existe em todos os outros países do mundo e ninguém morreu ou faliu por isso (exceto os incompetentes). Só aqui no Brasil o empresariado é incompetente ao ponto de reclamar da embalagem do concorrente. Sim, porque é mais cômodo pedir que o Estado diminua a competitividade de uma das maiores empresas do país, que emprega milhões de pessoas, do que tentar melhorar seu produto.

2) Os indianos é que não nasceram ontem. Já perceberam que o dólar vai miar e estão investindo ainda mais no metal (a Índia é o país que mais consome ouro no planeta). Perceberam que papel moeda que é impresso como se fosse água salgada no mar não vale absolutamente nada. Será que eles aprenderam com o Peter Schiff?

3) Eu gostaria realmente se os nobres senadores - que, provavelmente, devem ser genios em economia - já ouviram falar em uma tal de crise mundial que acabou com a economia americana e do resto do mundo graças à concessão de empréstimos para mau pagadores de classe média baixa nos Estados Unidos.

Alguém acorda essa turminha ai e traga-nos de volta pra vida real?

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A imprensa

Como jornalista, eu particularmente me incomodo com essa mania de perseguição que parte da torcida do Palmeiras tem em relação à imprensa. Tem muita gente que enxerga pelo em ovo e acha que a função do jornalista é elogiar - e não é. De qualquer forma, digamos que há certos veículos de comunicação que dão razão para essa picuinha da torcida.

Não, não vou falar da matéria da Placar. Porque muita gente já escreveu sobre isso. E porque não achei a matéria tão ruim assim, embora ouvir o Mustafá como fonte só mostra que ou o jornalista que a redigiu ou é burro ou cretino. Sim, porque um cara que acha que, antes de títulos, um time de futebol tem que dar lucro, é porque é burro ou desonesto. No caso do Mustafá, acredito que a hipótese mais provável seja a número dois.


Whatever, estou escrevendo esse post por dois motivos: pela manifestação da torcida do Palmeiras ontem, mandando a imprensa ir tomar bem naquele lugar, no final da partida e pelo Lance! nosso jornal diário esportivo.


Primeiro, quero deixar claro que considero o Lance um jornal sensacionalista, que estampa manchetes idiotas de propósito, só pra ter Ibope (vide a manchete "Gladiador da Fiel" que eles estamparam no início desse ano). Dai, já dá pra ver o tipo de jornalismo que o Lance faz. Mas a "bambinagem"do jornal nesses últimos dias tem passado dos limites. Além de forçarem a barra com esse papo ridículo de Jason, os caras não conseguem nem escrever um texto na internet que seja sem erros grotescos de português. Não sei se puseram o estagiário ou o faxineiro pra escrever, mas quando eu era trainee do Lance, meus textos tinham menos erros, com toda a certeza.



Vejam:






Então, vamos lá:
O jornal tem uma linha editorial sensacionalista;
Cria factóides idiotas só pra vender;
Torce descaradamente para um time;
E, ainda por cima, estupra a língua portuguesa sem dó nem piedade.

Quer saber?

Se a torcida do Palmeiras tiver um pingo de vergonha na cara, e se o Palmeiras for campeão, todos os palmeirenses deveriam não comprar um mísero exemplar desse jornaleco. Que todos os exemplares mofem nas bancas. Quem sabe assim, o dono desta espelunca consiga perceber que respeito é bom e todo mundo gosta.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Entendeu?

Todos sabem que eu respeito muito o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzo. E, ao mesmo tempo, só posso desprezar qualquer palpite, argumentação e teoria macroeconômica que o economista Luiz Gonzaga Belluzzo possa dar. Entendam o porquê:



Sem pé nem cabeça
Por Cristiano Fiori Chiocca para o Blog do Instituto Mises Brasil:

Recentemente o Ministro da Fazenda impôs IOF de 2% sobre a entrada de dólares.
Uma medida fadada ao fracasso; o dóar vai continuar caindo. Os defensores da medida não conseguiram, até agora, produzir um único argumento que a justificasse.

Porém, Luiz Gonzaga Belluzzo (aquele mesmo do abilolado Plano Cruzado) superou todos no non sense. Ao ser questionado, saiu-se com as seguintes respostas em uma curta entrevista no jornal Folha de S. Paulo. Tentem entender:

FOLHA - Qualquer intervenção no câmbio parte do pressuposto de que existe uma cotação correta e outra errada. Qual seria a correta?
BELLUZZO - Quando o dólar foi a R$ 2,50, estava muito bom para a maioria das empresas. O problema é que deixaram o real se valorizar.

FOLHA - De onde o sr. tira a convicção de que intervenções do governo no câmbio funcionam, a médio e a longo prazos?
BELLUZZO - Não funcionam? Eu não sabia. Então vai ver que é um problema de temperatura. Só não funciona nos trópicos, no Brasil. Só funciona nos climas temperados. É isso.


Nota do Blog: Belluzzo, por favor, concentre-se no Palmeiras, faça esse bando de vagabundos jogarem bola e ganharem o título do Campeonato Brasileiro pra gente. E pare de falar abobrinhas, por favor.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Voltando do abandono

Sei que o blog está às moscas, mas estou absolutamente sem tempo para coisa nenhuma. Então, resolvi postar aqui um clássico do universo feminino. O dicionario de palhaços, retirado do blog Homem é tudo Palhaço.


Palhaço cristão - Ele sente culpa, muuuuita culpa. É capaz de trair a namorada, mas repete incessantemente que não se sente bem fazendo aquilo. Quer largar a mulher, mas não abre mão do trio propriedade-religião-família. Conhecido também como palhaço cagão.

Palhaço Biba - É aquele palhaço que não assume ser bicha. Ele é muito amigo do seu namorado e fica falando mal de você por aí. É o pior tipo. Bicha enrustida e ciumenta.

Palhaço Cadeia - É um aprendiz de palhaço. Apaixonado, dedicado, mas sempre palhaço. Afinal, homem que é homem é palhaço. Ele acha que relacionamento é cadeia: cada dia de bom comportamento vale uma palhaçada. São bonzinhos, portanto merecem crédito.

Palhaço Repetitivo - Como diria um motorista lá do DIA, esse é o famoso "tira o som e deixa só a imagem". Quanto mais tempo calado melhor. Tem a péssima mania de cantar mulheres com a mesma cantada e ainda pior, mulheres que se conhecem. Além de repetitivo é burro.

Palhaço Franklin Martins - É o palhaço metido a saber e comentar de tudo. "Homem não gosta de mulher tatuada" ... "Homem não gosta de mulher que bebe .." É metido a ser a pedra filosofal da masculinidade. Sabe de tudo, mas não come mulher nenhuma.

Palhaço Político - Esse só promete .."Vamos casar ...", "Vamos ter filhos ..." Não preciso dizer que tudo fica somente na promessa. Geralmente eles fogem na hora que o bicho pega.

Palhaço Número Um - (complete com o nome do palhaço do momento)

Palhaço Glenn Close - Tipo perigoso. Depois que você termina com ele, o bruto transforma sua vida num inferno. Faz ameaças, liga pra sua casa de cinco em cinco minutos, tem crises de ciúme .. todos lembram de "Atração Fatal", certo?

Palhaço Fantasminha - Ele some. Desaparece. Evapora Você está na boite, dá uma distraída e ele ... some. Tipinho sem classificação.

Palhaço literato - Ele costuma reescrever seus e-mails com palavras rebuscadas, lindas e de pouco uso. Meio cafona, apesar de bem intencionado.

Palhaço sem loção - Ele vê Robertinha na rua ou na boite já vai pedindo para entrar aqui no blog. Ah tá, né? Tá pensando que a vida é fácil? Vai ralar e fazer uma palhaçada!

Palhaço sexo oral - Promete que vai te comer em pé, deitada e de quatro, narra orgasmos incríveis, diz ser um amante sensacional mas tudo fica por isso mesmo. Blá, blá, blá e nada de coito.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Blogue sua infância

Descobri que depois de uma certa idade, Dia das Crianças pode ser uma coisa muito chata. Ir às Lojas Americanas na véspera desta data e ter que aguentar crianças malcriadas que berram sem parar, pais que não sabem fazer os filhos se comportarem em público e "Lua de Cristal" com aqueles acordes típicos dos anos 80 e a voz irritante da Xuxa é algo realmente desagradável. Ok, talvez eu esteja sendo deveras ranzinza, mas me pergunto realmente como é que algum dia a Xuxa já fez sucesso. O problema não é a melodia lugar comum ou as letras clichês. O problema é a voz da Xuxa mesmo. Agora, pior que esta dúvida, é entender como hoje em dia ainda tem maluco que coloca uma porcaria destas de trilha sonora de uma loja. Preferia mil vezes RBD, Chiquititas ou Hanna Montana. E é sério isso.

De qualquer forma (e independente do mal gosto musical alheio), hoje é dia das crianças e eu consigo lembrar de inúmeras coisas da minha infância. Um tem a ver com a famigerada apresentadora infantil. Eu devia ter uns cinco anos e um prefeito engraçadinho resolveu fazer o povo de palhaço. Contratou uma "Xuxa Preta" para um show do dia das Crianças. Só esqueceu de avisar que a cantora era uma cover bronzeada. E lá fui eu para o Ginásio achando que iria ver a Xuxa cantar ao vivo (ok, eu tinha 5 anos e naquela época, acreditava que a Xuxa poderia ir em Glória de Dourados, 10 mil habitantes, no interior do Mato Grosso do Sul). Sim, imaginem minha decepção...

Acho que foi por conta desse episódio que deixei de gostar da Xuxa e passei a gostar da Angélica. E quase quebrei a casa inteira para ganhar uma fita K7 da outra loira, o que vinha com o hit "Vou de Táxi". É, tenebroso e vergonhoso, mas dêem um desconto, eu tinha 6 anos.

Da minha infância também lembro dos livros da Agatha Christie. Quando li "O mistério do trem azul", eu tive certeza que seria escritora quando crescesse. Devorei todos os livros dela e fiquei viciada em romances policiais. Hoje, não tenho tal pretensão, mas talvez tenha ficado no inconsciente a vontade de ser escritora (coisa que nunca vai acontecer, como os nobres leitores podem perceber lendo esse blogue, o talento passou longe de mim).

Uma passagem muito marcante na minha vida foi a cadeirada que eu quase dei em um colega de escola quando estava na quinta série. Eu estudava numa escola pública e nem todos os assentos tinham encosto, o que fazia com que nós, alunos, brigássemos literalmente por uma cadeira. Eu tinha um colega de classe, o Jefferson Tubarão, que sentava atrás de mim e era um mala sem alça de marca maior. Uma vez, eu peguei a cadeira e ele tentou tomar de mim. Eu puxei con tudo e só não dei na cabeça dele porque a professora impediu. Por conta dess episódio, o Jefferson fez um boicote e pediu que nenhum menino fosse à minha festa de aniversário de 11 anos. O boicote deu em parte certo: apenas um colega foi à minha festa. A parte boa é que o menino em questão era o Henrique (um ótimo amigo até hoje), que, na época, era o menino mais bonito da classe. Não que eu ligasse pra ele, mas só de poder chegar no outro dia na escola, virar para o Jefferson e falar: o Henrique foi na minha festa, tive um prazer à época que facilmente poderia ser comparado a um orgasmo hoje em dia. Um adendo: esse colega mudou de cidade um ano depois. Só o vi novamente uns cinco anos atrás, durante férias da faculdade. E não é que o menino ficou gato?

Voltando a minha infância, também me lembro de passar minhas tardes de verão no Caiçara, o clube da minha cidade, tomando banho de piscina, jogando videogame e suspirando pelo Márcio, meu primeiro amor. E sendo alvo de risadas de todo mundo, porque não bastava eu ser muito feia, ainda fui gostar de um cara mais feio ainda que não me dava bola. É, acontece... De qualquer maneira, as tardes de verão no Caiçara eram ótimas.

Da minha infância lembro ainda da Renata, que hoje é uma grande amiga, fazer com que toda a escola parasse de conversar comigo, porque passei cola para uma menina que era "do sítio" e que ela não gostava. Foram meses sendo rejeitada por todos, que riam e me chamavam de gorda nerd. Sim, crianças são ruins, malvadas e não têm o menor peso na consciência.

Por outro lado, lembro de andar de patins junto com a Daniela e o Neto. os dois eram meus vizinhos e tínhamos a clássica relação de amor e ódio que todas as crianças têm. A gente brigava, ficava de mal, inventava apelidos estapafúrdios uns para os outros e, dali a pouco, estávamos todos brincando juntos novamente. Devo muitas recordações a estes dois. O Neto tinha um SuperNintendo e foi graças a ele que eu conheci Mário, Street Fighter e Mortal Kombat. Também devo agradecer à Dani pelas tardes infinitas brincando de casinha na casa dela.

Voltando à Renata e acrescentando a Nicole ao relato, eu tive uma fase muito boa com essas duas. Vivíamos na casa da Nicole (que tinha todos os briquedos que todo mundo sonhava e queria) brincando lá. A desculpa, claro, era fazer tarefas escolares (não consigo entender como pais acreditam nisso). E pulávamos elástico.

Aliás, brincar de elástico era regra no recreio da escola, assim como responder os cadernos de pergunta (que, na verdade, era desculpa pra tentar descobrir quem gostava de quem). outra coisa divertida era mexer com os loucos da cidade. Tinha um cara, que vivíamos chamando de professor linguiça e saíamos correndo do homem, coitado. Também tinha a Fátima doida. e o Primo Ramo. Personagens inesquecíveis da infância de qualquer pessoa que foi criança em Glória.

Outra pessoa que hoje é muito minha amiga mas me infernizava quando eu era criança é a Cássia. A Cássia implicava com meus vestidos rodadinhos e vivia mexendo comigo quando eu passava perto da casa dela. Ela me achava "mocoronga". Talvez ela tivesse razão, mas pelo que me lembro, a recíproca era verdadeira.

Uma coisa que me lembro da minha infância é que eu achava todo mundo burro e tinha plena consciência que jamais seria a menina mais popular da escola. Mas eu me considerava mais inteligente que 90% das pessoas (menos a Renata) e talvez era um tanto quanto introspectiva devido a esse desprezo intelectual que eu tinha do resto do mundo. Ou talvez isso era só uma válvula de escape para eu compensar o fato de que não era linda e nem tinha os brinquedos mais desejados. De qualquer forma, eu me divertia muito e era feliz.

A parte mais legal de tudo é ver o quanto tudo isso te influencia hoje. Sem dúvida nenhuma, todas essas situações moldaram meu atual caráter. E eu tenho que agradecer a todos os amigos de infância. Eu fui uma criança feliz e sou uma adulta muito melhor por tudo isso.Momento ruins ou bons, eu só quero aproveitar esse dia para agradecer aos meus amigos. Que hoje também são adultos, que são ou não meus amigos. Mas que serão eternamente presentes na minha vida.

Feliz Dia das Crianças para todos!
Mas, please, eduquem bem seus filhos. Odeio criança birrenta e escandalosa. Exatamente por não ter sido uma.