terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Quer reduzir anúncios na TV paga? Permita a concorrência!

O título desse texto é o conselho que me permito dar ao Ministério Público Federal.  Em sua infinita vontade de controlar cada aspecto da vida das pessoas, o MPF Paulista decidiu que precisa regular a quantidade de propaganda nos canais pagos.  O procurador Marcio Schusterschitz é o gênio que pretende abrir uma consulta pública para definir "novos parâmetros" para a publicidade na TV por assinatura no Brasil.

Segundo reportagem da Folha de São Paulo hoje, a briga entre MPF e provedoras de canais à cabo começou em agosto passado, quando Schusterschitz enviou uma recomendação à Sky para que a empresa passasse a informar a quantidade de comerciais veiculados durante a sua programação.  Agora o procurador, com o nobre "objetivo de defender os interesses dos consumidores que, cada vez mais, reclamam do aumento da propaganda na programação das operadoras", pretende reduzir a quantidade de publicidade.  (Eu realmente gostaria de saber qual é a base de reclamação que o MPF
utilizou para saber que há uma insatisfação.)

A posição oficial da Agência Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) é a de que a redução do faturamento via publicidade se transformará num aumento de custo para os consumidores (óbvio, não?).  Atualmente, cerca de 70% das receitas dos canais pagos vêm do valor da assinatura e 30% de receitas publicitárias.  A Anatel não tem como intervir na questão, mas Schusterschitz pretende lançar mão do código do consumidor para criar o marco regulatório.
É de se preocupar a quantidade de ataques que os canais pagos vêm sofrendo ultimamente.  É militante nacionalista querendo obrigar os canais a ter 50% de conteúdo nacional de um lado, é MPF querendo regular a quantidade de propaganda do outro... Tudo, claro, em nome da qualidade do produto vendido ao consumidor. Eu fico me perguntando se o óbvio não passa na cabeça dos nobres defensores do consumidor: afinal, já que é para gastar dinheiro público com inutilidades, por que não acabar com o oligopólio e desregulamentar o mercado de TV por assinatura de uma vez?
Seria uma maneira muito mais eficiente de oferecer ao público o que ele deseja, seja uma grade de canais com mais conteúdo nacional ou canais com menos propaganda. O canal teria a opção de cobrar a mais para ter menos publicidade e, quem não pudesse pagar, poderia optar por um canal com mais publicidade e menor preço. A mesma lógica vale para a produção de conteúdo nacional e para todos os problemas que se possa imaginar na relação entre empresas de TV a cabo e consumidores.

Para finalizar, lembrei-me da meta que o governo estabeleceu na década passada, de termos 10 milhões de assinantes de TV a cabo no início dos anos 2000.  Hoje, ao final da década, temos 6 milhões de assinantes e um quase duopólio de mercado (sem esquecer que há 8 anos não há licitação para novos provedores, pois a Anatel - que serve justamente para impedir a livre concorrência do setor - não deixa.)

Proibir publicidade só elitizará ainda mais esse serviço.  Voltando ao que disse no início do texto: não dá para reinventar a roda.  Se quisermos oferecer TV por assinatura de forma massificada e com opções de preço/programação para todos os bolsos, a única saída é desregulamentar.

ps. escrito, originalmente, no blog do Instituto Mises Brasil.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Cinco minutinhos de fama



http://colunas.sportv.globo.com/lediocarmona/2010/01/18/che-e-a-violencia-no-futebol/

http://www.interney.net/blogs/deprimeira/2010/01/18/comecou_bem/

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Uma necessidade chamada "óbvio"

Do Uol:


Medidas econômicas de Chávez são a causa da crise na Venezuela, diz presidente da federação de comércio

O governo da Venezuela anunciou nos últimos dias a desvalorização da sua moeda nacional e um programa de racionalização de energia, afirmando que as medidas vão proteger a economia venezuelana. Para o Conselho Nacional de Comércio e Serviços (Consecomercio), essas medidas só vão agravar uma crise que foi causada pelo próprio governo.
Na última semana, o governo do presidente Hugo Chávez desvalorizou a moeda local (bolívar forte), provocando uma corrida em busca de produtos importados, já que os consumidores temem que os preços dessas mercadorias disparem. 
De sua parte, os comerciantes responderam à medida de Chávez com remarcações e foram criticados pelo governo. Nesta terça-feira (12), autoridades venezuelanas, com apoio de soldados, fecharam temporariamente dezenas de estabelecimentos comerciais que aumentaram seus preços.
"O governo pretende colocar a culpa em nós, mas ele é o único responsável por isso", afirmou Fernando Morgado, presidente da Consecomercio, em entrevista por telefone ao UOL Notícias.
A desvalorização foi feita com adoção de duas taxas de câmbio: o dólar "normal", cotado a 2,60 bolívares, serve para a compra de bens essenciais, e o dólar "petroleiro", a 4,30 bolívares, vale para a venda de petróleo e produtos não essenciais. A expectativa do governo é conseguir mais divisas com as exportações, mas o representante dos comerciantes adverte: "cada dia temos menos petróleo".
"As medidas econômicas do governo agravaram ainda mais o problema", acrescenta Morgado, denunciando problemas de abastecimento interno. "Há dois anos, éramos autossuficientes em carne. Hoje, temos que importar metade da carne que comemos, para dar só um exemplo."
"O governo já confiscou várias fazendas, e a produtividade diminuiu. Não faz sentido explicar que a desvalorização da moeda vai estimular as exportações; não conseguimos sequer nos abastecer", acrescenta.


Energia racionada
O representante do comércio também criticou a medida do governo de estabelecer cortes de eletricidade de até quatro horas diárias em Caracas para lidar com a crise energética.
"Muitos comerciantes não têm condição de ter seu próprio gerador. Imagine um pequeno supermercado sem energia por quatro horas - como ele vai manter seus produtos refrigerados?", questiona.
"Agora com o racionamento, as indústrias também não poderão seguir seu ritmo de trabalho. Nós trabalhamos oito horas por dia, se ficamos sem energia por quatro, isso afeta pelo menos 50% da produção", acrescenta.
"A crise na Venezuela não é um reflexo da crise mundial", conclui Morgado. "Ela é causada pela política implantada aqui".


Que os amantes do socialismo do século XXI me perdoem, mas a novela na Venezuela é repetida. Racionamento, escassez de alimentos, comerciantes revoltados, população idem e exército tentando controlar a confusão. Onde é que já vimos isso mesmo antes? Cuba, não? Também na Alemanha Oriental. E em toda a União Soviética e onde quer que haja pessoas que acreditem de que o governo deve controlar a economia e pode fazer isso. Não se revoga leis econômicas por decreto. O que o presidente da Federação Comercial Venezuelana disse é o óbvio necessário. Uma coisa tão ridícula para quem entende de economia que chega a ser ridículo ver alguém achando que governos controlam preços, produção, etc. Se você não entendeu porque o intervencionismo leva necessariamente ao cenário de caos que já se viu em tantos lugares e está se enraizando na Venezuela, eu recomendo a seguinte leitura:

Intervencionismo, por Ludwig von Mises

Palavras simples, de um homem que desde a década de 20 está dizendo que não existe um cérebro privilegiado que consiga resolver todos os problemas do mundo. E que só cada indivíduo, voluntariamente, é capaz de fazer isso.

Ou vai, ou racha

Num longínquo 6 de dezembro de 2009, eu resolvi ficar um bom tempo sem pensar/falar/escrever sobre futebol. É claro que não preciso explicar os motivos aqui. Mas, depois de quinze dias de mar, cerveja e vida mansa e nenhum notícia sobre nada, resolvi voltar ao tema Palmeiras, principalmente levando-se em conta que estamos às vésperas do início do calendário de futebol que realmente vale alguma coisa – os estaduais (Copinha não conta).

E o Palmeiras?

Marcio Araújo (volante, ahaha), Léo (zagueiro), Eduardo (lateral-esquerdo) e Edinho (volante). Ninguém sabe se Vagner Love fica ou vai (tomara que vá pra puta que o pariu). Ninguém sabe se Kleber e Marcelo Moreno vêm. Fala-se em um meia (Douglas). Alguns jogadores foram dispensados – Obina, Maurício, Marcão, Jumar, Willians. E tem os jogadores que estão disputando a Copinha, que estão sendo observados pelo Muricy. Por ora, Não chegou nenhuma proposta por Diego Souza ou Claiton Xavier. E Danilo foi comprado definitivamente pelo clube.

Resumindo: Muricy está finalmente podendo montar um time com a sua cara. E este é exatamente o meu medo. Continuo cética em relação ao Muricy, não por ele não ser bom treinador, mas por adotar um estilo de jogo que 90% da torcida odeia. Ok, vocês podem me dizer: “mas o tempo da academia acabou, o importante é ganhar títulos”. Eu até concordo, mas conhecendo as arquibancadas do Palestra Itália como eu conheço, duvido muito que na primeira vez em que o Muricy trocar um volante por outro, não vai ter neguinho xingando o técnico de tudo quanto é nome.

De qualquer forma, como não vi jogo treino, eu não posso dar uma opinião formada sobre o que esperar do Palmeiras. O que está me preocupando é que, de novo e aparentemente para sempre, estamos cometendo os mesmos erros na pré-temporada: demora nas contratações, negociações que viram novelas mexicanas e o time estreiando no Paulista sem ter a equipe completa.

E eu sei que várias negociações estavam em andamento e que a perda da vaga na Libertadores atrapalhou, mas isso não é desculpa, e o exemplo do que quero dizer está em Inter e Corinthians, que conseguiram montar excelentes times ano passado para a disputa da Copa do Brasil. Por que o Palmeiras não consegue fazer o mesmo?

Outro fator a se considerar é que nosso técnico não tem o melhor currículo do mundo em campeonatos por mata-mata. E teremos Copa do Brasil, semifinais e finais do Paulistão no primeiro semestre, sem falar na Sulamericana na segunda metade do ano. Ou seja, três das principais competições do ano não são decididas em pontos corridos. E (espero do fundo do meu coração queimar minha língua) não acredito que temos chance de título no Brasileiro (Libertadores, se o trabalho for feito bonitinho, provavelmente).

Sim, talvez eu esteja sendo pessimista, e talvez isso seja reflexo da última rodada do Campeonato Brasileiro de 2009. O que penso é que, por ora, tudo está muito parecido com 2008 e 2009. Dois anos emblemáticos, em que nosso futebol evoluiu muito (não vamos nos esquecer do quase rebaixamento em 2006). Mas, para uma diretoria que se propôs a mudar de verdade o Palmeiras, 2010 é o ano chave. É o ano do vai ou racha. Temos que ganhar um título esse ano de qualquer maneira. Copa do Brasil, Brasileiro ou Sulamericana. O Paulista é obrigação, principalmente considerando que Corinthians e São Paulo estarão preocupados com a Libertadores. Esse é o ano de Belluzzo & Cia mostrarem serviço. O técnico é o escolhido por ele, o time é o time do técnico.

Agora não tem desculpa. Ou levantamos algum caneco, ou é hora de fechar a lojinha.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O PNDH-3 e um breve exercício de raciocínio

A Secretaria Especial de Direitos Humanos finalmente se pronunciou sobre o monstrengo conhecido como “Plano Nacional de Direitos Humanos-3”. Questionado por diversos setores da sociedade, a SEDH diz que as diretrizes do PNHD-3, se justificam porque refletem demandas da sociedade. Vejam o trecho da nota oficial emitida pela SEDH:

“A participação social na elaboração do programa se deu por meio de conferências, realizadas em todos os estados do país durante o ano de 2008, envolvendo diretamente mais de 14 mil pessoas, além de consulta pública. A versão preliminar do Programa ficou disponível no site da SEDH durante o ano de 2009, aberto a críticas e sugestões.


O texto incorporou também propostas aprovadas em cerca de 50 conferências nacionaisrealizadas desde 2003 (ano zero) sobre tema como igualdade racial, direitos da mulher, segurança alimentar, cidades, meio ambiente, saúde, educação, juventude, cultura etc.”

Os grifos são meus e o comentário sobre o ano zero, idem.

Vendo a repercussão nos meios de comunicação sobre a nota da SEDH, fiquei um pouco constrangida, como leitora e jornalista. Afinal, acho que não precisa pensar um pouco para concluir que 14 mil pessoas não são a sociedade brasileira.   Fazendo um cálculo rápido, a porcentagem de participação direta da sociedade brasileira na elaboração do PNHD-3 é de 0,007%. Precisa dizer mais alguma coisa sobre o conceito de participação social da secretaria?

Além disso, já que foram realizadas cerca de 50 conferências nacionais desde 2003, não seria interessante questionar quem participou dessas conferências, qual o foco dos debates, quais os critérios de participação e representatividade nos debates, entre outros detalhes? Afinal, já que o PNHD-3 está propondo tantas alterações e está incomodando tanto segmentos da sociedade – militares, produtores rurais, imprensa, entre outros – não seria interessante questionar quem são esses setores amplos que decidiram sobre tantos aspectos das nossas vidas?

Nem precisa-se de tanto exercício de apuração. Até porque, vamos cair na vala comum de ONGs, entidades de esquerda, sindicatos e afins. Nada que um breve exercício de jornalismo sério não fosse capaz de resolver e esclarecer. Um pouco de bom senso mostraria, por exemplo, que se o tal plano tivesse sido realmente debatido, ninguém estaria surpreso e não teríamos reclamações gerais sobre as diretrizes do projeto. Acredito que a cobertura jornalística do PNHD-3 faria um maior serviço à população se tentasse mostrar quem criou essas diretrizes e as consequências econômicas disso para todos, do que se centrar nesse bate-boca sujo e inútil entre militares e militantes.

Isso me lembrou uma frase de Ludwig von Mises, em que ele fala explica muito bem a questão dos lobbys das minorias que juram falar em nome da maioria. “Antes, se falava no congresso sobre liberdade. Hoje, fala-se sobre majoração do preço do amendoim”. Troque amendoim por direitos humanos e teremos o que é realmente o Plano Nacional de Direitos Humanos 3: um monstrengo sobre o qual uma minoria de 0,007% da população brasileira obtém privilégios em cima dos demais 99,993%.

sábado, 9 de janeiro de 2010

2010

No primeiro post do ano (na verdade, é mais um recadinho do que um post), eu não vou falar de economia, nem futebol e nem política. Na verdade, eu não sei o que escrever. Fiquei 15 dias sem nenhuma notícia do mundo. Nada de internet (só para o básico), TV, jornal, rádio... Nadica de notícia. Foi só praia, cerveja, camarão e torpedos. No máximo, ou olhadela no JN.

Resultado: descobri que é bom ser ignorante. Você vive bem mais feliz quando não precisa de preocupar com o Lula, o Serra ou com os duzentos volantes do Palmeiras.

Feliz 2010!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Reflexão

Sinceridade é ótimo, mas às vezes, é preciso saber como ser sincero. Um toque de sutileza é sempre bem-vindo.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Happy new year em Banânia

Para o blog do Instituto Mises Brasil:

As duas notícias mais lidas na editoria de economia no site da Folha de São Paulo hoje trazem dados bastante interessante para refletirmos sobre o dilema planejamento central x escolhas individuais que são o cerne da visão econômica da Escola Austríaca. A primeira notícia é sobre uma pesquisa elaborada pela Federação do Comércio do Estado sobre as vendas de Natal de São Paulo, e a segunda traz a visão econômica do presidente do Banco do Brasil para 2010.Vejamos as duas:

Inadimplência sobe e atinge 20% dos consumidores em SP, diz Fecomercio
Banco do Brasil prevê crescimento de 20% no crédito em 2010

Não vou transcrever os dois textos na íntegra, mas resumo-os.

1) A primeira relata que os consumidores estão mais endividados e dando mais calotes. Além disso, a pesquisa traz dados que mostram que o crescimento esperado pelo comércio - de 12% mais vendas neste Natal, comparado ao último - será impulsionado principalmente pela compra de eletrodomésticos da linha branca que tiveram o IPI reduzido. Resumindo: parte dos consumidores estão cautelosos. Outra parte não consegue mais pagar as dívidas que possui. E aqueles que pretendem comprar, optarão por produtos que estão com a carga tributária reduzida.

2) Enquanto isso, no país das maravilhas estatais, o Banco do Brasil quer dar mais dinheiro e baixar juros. A ideia é aumentar em 20% o volume de empréstimos para o próximo ano. Segundo o presidente do BB, Aldemir Bendine, a carteira cujo aumento no volume de empréstimos mais cresceu foi exatamente a carteira de consumo. Aliás, segundo Bendine, com a retomada dos financiamentos, "a tendência para a inadimplência agora é de pequena queda".

É exatamente isso. Enquanto o consumidor ou está super endividado ou está cauteloso, o presidente do Banco do Brasil aposta na queda da inadimplência via empréstimos maiores, com mais prazo para pagar (poupança deve ser uma palavra que não consta no dicionário dele).
E não é só isso.

A parte mais hilária da matéria é quando, ao comentar a queda nos juros, o presidente do BB diz que COM A CONCENTRAÇÃO DO MERCADO BANCÁRIO EM TORNO DE SEIS PLAYERS, A CONCORRÊNCIA DEVE AUMENTAR (me perdoem o uso da caixa alta, mas eu queria ressaltar que ele realmente disse essa bobagem), pois os bancos estão operando de forma mais eficiente(?).

Ou seja: o presidente do maior banco estatal do país acha que concentração de mercado cria concorrência e que empréstimos com prazos maiores é a solução para acabar com a inadimplência. E é isso que ele deseja para todos os brasileiros em 2010.

Já eu desejo sorte, porque no que depender da solução para a economia do presidente do Banco do Brasil, nós vamos precisar.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Da série “Eu já sabia”

Um bom investimento
Deu no Filtro, hoje:

Ouro é novamente o mais lucrativo
O ouro voltou a ser a alternativa mais lucrativa de investimento em novembro. Após 12 meses sem ocupar a liderança, a rentabilidade do metal acumulou valorização de 14,91% em novembro. No ano, a valorização é de 8,25%. Segundo o Valor, a aplicação na Bolsa de Valores foi o segundo investimento mais lucrativo. Os fundos com recursos do FGTS em ações da Vale subiram 11,82% e os fundos da Petrobras tiveram um aumento de 10,38%.

Comentário: Depois que você começa estudar economia austríaca, o mundo fica previsível demais.


Um péssimo negócio
Também do Filtro:

Lei do gás deve mudar
Reportagem do jornal Valor afirma que o presidente da Bolívia, Evo Morales, elabora uma nova lei para regular o gás no país. A mudança acontecerá após a eleição presidencial do próximo domingo, que deve reeleger Evo. A estratégia seria uma forma de tentar atrair mais investimento privado. A expectativa do setor é de que o governo flexibilize as regras de operação e reduza a carga tributária sobre a exploração de petróleo e gás.

Comentário: São duas conclusões, na verdade. A primeira é que, aparentemente, o bolivariano Evo (seja lá o que signifique isso) começou a perceber que sem investimento privado, o gás da Bolívia não vai fazer com que todos os índios oprimidos fiquem ricos tal qual um americano médio. A segunda, mais pessimista, é que qualquer investidor que tenha um pingo de juízo, não deveria colocar um centavo num país que muda as regras do jogo ao sabor das conveniências do momento e cuja justiça tem menos poder que os chefes tribais indígenas.

Conclusão: só o mercado salva.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Que fiquem por lá

A foto acima foi retirada do Blog do Noblat. O MST invadiu Paris (sim, a capital da França) para comemorar (?) seus 25 anos de existência.

Ao ver essa foto, eu só consigo pensar em uma coisa: já que os franceses adoram todo esse lixo terceiro mundista como MST, Hugo Chávez, socialismo do século XXI, Teologia da Libertação e outras modalidades de crimes cometidos sob a bandeira do social que só proliferam por aqui, eu acho que eles deveriam ficar com o MST pra eles de uma vez.

Do fundo do meu coração, eu topo financiar passagens só de ida para o Stédille e sua facção irem TODOS para a França procurarem latifundios por lá para erguerem barracas, roubar, depredar e matar.

Mas, com um senão: jamais pisar no Brasil de novo.